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Como a saúde mental pode afetar a pele?

A ligação entre corpo e mente

Alguns problemas de pele são desencadeados ou agravados por fatores psicológicos. Isso acontece porque o sistema nervoso central e a pele têm a mesma origem embrionária, o ectoderma - o que permite ao cérebro influenciar as células imunológicas da pele. A esses problemas damos o nome de psicodermatoses.

O estresse sentido na pele

As psicodermatoses são classificadas em três categorias: 1) psicofisiológica, quando o estresse influencia a intensidade dos problemas cutâneos. É o caso da psoríase, da dermatite seborreica, da rosácea e do vitiligo; 2) psiquiátrica primária, quando o estresse influencia em manifestações cutâneas autoinfligidas, como tricotilomania (impuslo incontrolável de arrancar pelos e fios de cabelo), escoriações psicogênicas, ilusões de parasitose; 3) psiquiátrica secundária, quando os problemas cutâneos afetam a mente, como o que acontece no vitiligo e em qualquer doença que implique uma aparência alterada.

Entre as psicodermatoses mais comuns estão as dermatites atópica e seborreica (inflamação), acne, rosácea, psoríase, alopecia areata (queda de cabelo), vitiligo (manchas brancas), urticária, herpes zóster, hiperidrose (sudorese). Em todas essas enfermidades o estresse emocional é o fator de risco determinante.

O tratamento deve ser conjunto

Mente e corpo são uma unidade de funcionamento indivisível, portanto, a psicoterapia deve ser associada ao tratamento dermatológico como parte da estratégia para cuidar desses pacientes específicos. Essa integração potencializa a terapia e permite alcançar resultados mais consistentes.

Tratar apenas o efeito físico deixa a origem do problema impune, permitindo a manutenção ou o ressurgimento do distúrbio. É importante cuidar tanto da pele quanto do psiquismo abalado.

Converse com seu dermatologista.

Fonte: SBDRJ

26 de Dezembro de 2019